A health worker's perspective on improving PMTCT services through a community-based system in Mozambique

Percina Paulo Mathe

Maternal and Child Health Nurse, Licilo Health Post/Mozambique

The following blog is written by Percina Paulo Mathe, a health worker in Mozambique,and was originally published in January. ASSIST is highlighting Percina's story as as part of World Health Worker Week (April 6-10). The original Portuguese entry is below the English translation.

My name is Percina Paulo Mathe, I’m a 32-year-old maternal and child health nurse in Licilo in Gaza Province, Mozambique.

After my training on PMTCT, I found it was hard to apply it in my community because there were many barriers to the community approach. For example, often all the information about a patient stayed within the hospital without being passed on to those in their own community or neighborhood who could support the patient. Language was also a barrier; sometimes topics were not explained in the hospital in the same terms as in the community, whereas using a common language would increase what is truly understood by the patient and the community, taking into account the rumors that exist in the community.  For me such incomplete communication was like trying to fight a poisonous tree by just cutting off some branches; leaving the trunk and the roots means that when the rain comes, the tree will just grow back.

But let's see: it was in 2009 when I had trouble with the husband of a patient who I had counseled and tested for HIV and who for the first time became aware of her HIV status but had not said anything to her about HIV.  I know there is an issue of confidentiality about who is sick in a community but there is also ignorance, and because of this lack of information most pregnant women would initiate antenatal care (ANC) after six months of pregnancy or even at eight months, only to get the prenatal card as a guide to motherhood. I will show you the example of comparing pregnant women who came in for their first prenatal visit, received HIV testing and all the required care:

  • In August 2013, about 17% started ANC at 10 to 20 weeks gestation while in the same period in 2014, approximately 73% began ANC at 10-20 weeks gestation;
  • In August 2013, about 54% started ANC at 21 to 30 weeks of gestation while in the same month in 2014, only 27% started ANC at 21 to 30 weeks of gestation. This was a positive development.
  • In 2013, about 22% initiated pre-natal consultations between 31 to 40 weeks, and in 2014 this dropped to 0%. This information was taken from the daily antenatal care register in the health facility, comparing the monthly summaries for the period.  These results were achieved thanks to training about community involvement as a liaison between the health facility and the community that reinforced communication and discussion of the problem of HIV/AIDS in the community. It served as more than a refresher on this issue for me as a nurse, and it created new opportunities for the community to understand the danger of an HIV-positive mother who does not adhere to prophylaxis and treatment of HIV, for her own health, the health of her child, her family, and the community at large. The community system has increased the coverage of mothers in PMTCT and automatically reduces the vertical HIV transmission rate from mother to child, reduces death from AIDS, and increases the hope for a generation free of HIV.

For example the heads of 10 houses, religious leaders, and other social groups use more terms related to critical aspects of the illness like slimming and use simple phrases like "not expect your secret to be fought by the knife and live well'' in all their group conversations.

It’s more a point of pride with the community involvement that you don’t hear the word “little nurse” anymore. I hope there's more coverage in all communities to together to fight for a generation free of HIV/AIDS.

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Meu nome e Percina Paulo Mathe de 32 anos de idade, Enfermeira de Saúde Materna Infantil.

Após a minha formação sobre PTV, para aplica lá era difícil na minha comunidade restavam muitas lacunas em relação a abordagem comunitária pois, só por si a informação entre paciente e hospital sem que seja envolvida a sua própria comunidade, bairro, célula onde a paciente vive muitas vezes me colocava em barreiras no entendimento pois se um determinado assunto e falado em ambos lugares de convivência social facilita que mais seja compreendido pelo paciente e não só seja considerado assunto do hospital, tendo em conta os rumores que podem ter na sua própria comunidade;  para mim  isso significava cortar uma árvore com frutos venenosos apenas nos ramos e deixar o tronco, seus ramos, raízes e um tempo venha cair chuva que a mesma voltava a produzir frutos venenosos.

Senão vejamos: em 2009 quando tive problemas com o esposo duma paciente cuja eu aconselhei e testei -na pela primeira vez tomou conhecimento do seu sero estado após ter feito ecografia e que nada disseram na cerca do HIV, entendo que foi problema da privacidade de informação acerca da doença na comunidade, ignorância sobretudo e não obstante, por falta de informação as mulheres grávidas iniciavam consulta pré-natal (CPN) na maioria depois de seis meses até algumas com oito meses somente para ter ficha pré-natal como guia para maternidade como asseguir.  Vou mostrar o exemplo de comparativo entre Agosto 2013 e Agosto 2014 sobre as mulheres grávidas que iniciaram pela primeira vez a consulta pré-natal, testadas e receberam todos Cuidados De Saúde:

  • Em Agosto 2013 cerca de 17% iniciavam a CPN a partir de 10 a 20 semanas de gestação enquanto que  em 2014 no mesmo periodo cerca de 73% iniciaram a consulta a partir de 10 a 20 semanas de gestação;
  • No mesmo mes em 2013 cerca de 54% iniciavam a CPN a partir de 21 a 30 semanas de gestação; enquanto que no mesmo periodo em 2014, 27% iniciaram consulta prenatal apartir de 21 a 30 semanas de gestação -- uma  evolução  positiva.
  • Em 2013 cerca de 22% iniciavam a CPN entre 31 a 40 semanas e em 2014 reduz se para 0% do número de mulheres grávidas que iniciam a CPN neste intervalo; esta informação foi colhida a partir do registo diário de CPN na unidade sanitária, em confrontação com os resumos mensais deste período comparado; estes resultados foram alcançados graças ao treinamento sobre envolvimento comunitário como elo de ligação entre unidade sanitária/comunidade que reforçou a divulgação e explicação do problema do HIV /SIDA na comunidade. Serviu mais de reciclagem sobre esta matéria para mim com enfermeira e criou novos pilares para que a comunidade compreenda o perigo se uma mãe seropositiva não adere a profilaxia e tratamento do HIV, para sua própria saúde, do seu filho e da sua própria família assim como da comunidade em geral; assim sendo aumenta a cobertura das mães que seguem PTV e reduz se automaticamente o índice de transmissão vertical do HIV de mãe para o filho, reduz se a morte por SIDA e aumenta mais a esperança duma geração livre do HIV.

Por exemplo os chefes de 10 casas, os religiosos e outros grupos sociais usam mais exemplos críticos da doença como emagrecimento, e usam mais conversas simples como “não espera que sejam lidas por na faca seu segredo e viva bem’ ’em todas suas concentrações grupais.

E mais um motivo de orgulho com o envolvimento comunitario a palavra Enfermeirinha ja nao se ouve mais.

Espero que haja mais abrangência em todas comunidades para juntos lutemos por uma geração livre de HIV /SIDA.

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